Edição Atual

Para a 22ª Edição da publicação Juventude BR, foi realizada uma pesquisa de campo nos territórios da Brasilândia e de São Mateus, na cidade de São Paulo, com o objetivo de compreender os modos de produção e fruição da cultura pela juventude periférica. O estudo foi conduzido por meio da parceria entre o Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), e contou com a aplicação de metodologias qualitativas e quantitativas, incluindo entrevistas semidirigidas e rodas de conversa segmentadas por faixa etária. A pesquisa investigou como jovens e lideranças culturais locais se relacionam com os espaços e equipamentos culturais disponíveis, quais são os principais desafios para a democratização do acesso à cultura e de que forma a produção cultural emerge como estratégia de resistência e afirmação identitária. Além disso, foram analisados os impactos das políticas públicas e das desigualdades territoriais sobre o acesso à cultura, utilizando dados do Mapa da Desigualdade e da plataforma SP Cultura. Os resultados revelam que, apesar da escassez de investimentos em infraestrutura cultural nos territórios pesquisados, há uma intensa produção artística e cultural promovida por coletivos juvenis e iniciativas comunitárias, muitas vezes à margem das políticas culturais institucionais. A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas que valorizem as expressões culturais periféricas e ampliem o suporte às iniciativas autônomas da juventude, garantindo maior inclusão e participação dos jovens na vida cultural da cidade.